10. Oferecer-lhe um objeto de conforto (p.ex. o peluche
preferido) ou deixar uma luz de presença acesa.No contato diário com as crianças e os seus cuidadores surgiu a vontade de criar um blog que pudesse ajudar todos aqueles que se dedicam a cuidar de crianças, a cumprir essa dura e exigente tarefa da melhor forma possível.
Por isso, aqui vai encontrar informações básicas, conselhos e curiosidades sobre o universo de saúde da criança, desde os primeiros cuidados, às doenças mais comuns, passando pela vacinação e alimentação. O objetivo é que este seja um cantinho de reflexão, educação e troca de experiências, que forneça pistas e truques úteis ao acompanhamento da criança desde a conceção à emancipação.
De referir que, além do espaço de comentários no final de cada publicação, foi criada uma área independente, “O Cantinho das Dúvidas”, onde pode expor as suas questões ou sugerir novos temas a abordar.
Dada a enorme diversidade que existe de médico para médico, de mãe para mãe e de criança para criança, os textos aqui publicados pretendem apenas ser mais uma sugestão e uma ajuda, não devendo ser interpretados como regras rígidas a seguir. De sublinhar que nenhuma das informações, comentários ou respostas emitidos neste site substitui a consulta presencial com o médico assistente da criança.
sábado, 17 de agosto de 2013
Terrores Noturnos... Que medo!
10. Oferecer-lhe um objeto de conforto (p.ex. o peluche
preferido) ou deixar uma luz de presença acesa.sábado, 10 de agosto de 2013
O Sono do Bebé/Criança

Idade
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Durante
a noite
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Durante
o dia
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Total
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1 Mês
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8h
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7h (3 sonecas)
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15h
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3 Meses
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10h
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5h (3 sonecas)
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15h
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6 - 9 Meses
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11h
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3h (2 sonecas)
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14h
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12 - 18 Meses
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11h
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2h (2 sonecas)
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13h
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2 Anos
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11h
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2h (1 soneca)
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13h
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3 Anos
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10h
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1h (1 soneca)
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11h
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Será que é normal um bebé acordar tanto à noite?
• Deixe o bebé adormecer sozinho: Lembre-se de que isso não funciona com recém-nascidos, mas com crianças a partir dos dois meses de idade. Coloque o bebé no berço quando ele estiver sonolento, mas ainda acordado.
• Estabeleça um ritual para o sono da noite: Não precisa de ser nada complicado. Basta dar um banhinho, trocar a fralda, colocar o pijama, ler uma história ou cantar uma música. Vale a pena terminar no próprio quarto do bebé, para ele aprender que aquele é um lugar “bom” para ficar/estar.
• Ofereça um objeto de conforto: São as famosas fraldas ou bonecos de peluche. Uma ótima forma de transformar uma fralda ou um boneco num companheiro favorito é deixando-o próximo a si para que absorva o seu cheiro. Os bebés têm um bom olfato, e quando se assustam sozinhos à noite muitas vezes conseguem acalmar-se ao sentir o cheiro da mãe.
• Deixe o bebé chorar um bocadinho: Isto só se aplica a crianças com mais de quatro ou cinco meses. Se o seu filho começar a chorar depois de o colocar no berço, vá até lá, faça um miminho, assegure-lhe que está tudo bem mas que chegou a hora de dormir. Seja gentil, mas firme. Saia do quarto e espere dois a cinco minutos para regressar. Verifique que está tudo bem e saia novamente. Repita o processo até o bebé adormecer, aumentando progressivamente o intervalo. Este é um método polémico e que não agrada a todos mas é uma questão de experimentar.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Diversificação Alimentar - APÓS OS 12 MESES
A partir dos 12 meses de idade não há “restrições
alimentares” (a não ser que sejam indicadas pelo profissional de saúde que acompanha
o bebé). Assim, só o gosto e os hábitos
do bebé condicionarão a sua alimentação. Alguns estudos indicam que deve continuar
com leite adaptado: leite de transição 3 (mais rico em ferro) até aos 3 anos de
vida; no entanto, o leite de vaca ultrapasteurizado (gordo até aos 24 meses;
meio-gordo daí em diante) ou o leite de soja também podem ser
introduzidos. Outros alimentos,
antes restringidos, podem ser iniciados, lenta e gradualmente, como por exemplo os citrinos, o morango, o
kiwi, a clara de ovo e a carne de porco. No caso do abacaxi/ananás, dos
frutos vermelhos pequenos (cereja/amora/framboesa) e dos frutos secos pequenos
(amendoim/noz/caju) a sua introdução só deve ser feita a partir dos 24 meses.
No caso da fava a sua introdução é facultativa e só deve ser feita a partir dos
36 meses. Em relação às miudezas da carne, estas devem ser introduzidas apenas
se fizerem parte dos hábitos alimentares da família e quanto mais tarde melhor.
Em relação aos moluscos, bivalves e mariscos passa-se algo semelhante às
miudezas, dada a elevada probabilidade de alergias.Diversificação Alimentar 9-12 MESES
Em caso de alergia ao peixe ou à gema do ovo, voltar a tentar a sua introdução só a partir dos 12 meses e em quantidades pequenas! É importante realçar que nesta fase se deve encorajar a criança a provar os novos alimentos, mas não a forçar, pois é normal a recusa de alguns alimentos. Devem experimentar-se diferentes combinações, texturas e métodos culinários. A título de exemplo: 1) em vez de dar ao bebé a sopa com peixe, dar o peixe, a batata e a cenoura em pequenos pedaços ou esmagadas com um garfo; 2) dê ao bebé palitos de cenoura para ir chupando ou roendo; 3) deixe-o mexer com as mãos na comida… Não se esqueça que experimentar passa também por cheirar, tocar, brincar… E quanto mais divertida for esta fase, para si e para o seu filho, melhor! Deve-se também iniciar o treino de beber pelo copo e de dar a colher para a mão: inicialmente não os vai utilizar mas com o tempo vai-se apercebendo da sua utilidade.
Diversificação Alimentar 6-9 MESES
Fruta Natural:
A partir dos 6 meses, a sobremesa de fruta já poderá incluir: pêssego, alperce, ameixa, melão, meloa, melancia e manga. A regra dos 3 a 5 dias deve continuar a ser respeitada, pode ser dada crua, triturada, cozida ou assada, e continua a ser proibido juntar açúcar ou outros adoçantes.
Diversificação Alimentar 4-6 MESES
As primeiras sopas devem ser confeccionadas no momento que vão ser
consumidas. Posteriormente, poderá preparar o suficiente para 1) guardar no frigorífico durante 2 dias a temperatura adequada OU 2) conservar
no congelador durante um período de tempo mais alargado. A descongelação e/ou aquecimento devem ser feitas em banho-maria e
não usando o micro-ondas. Inicie por
um puré de batata e cenoura, devendo substituir a cenoura por abóbora
caso o bebé seja preso dos intestinos. No final da cozedura, já no prato e em cru, adicione um fio de azeite. Não
junte sal. Gradualmente, deve ser introduzido um
legume novo com um intervalo de 3 a 5 dias. Na primeira semana pode
optar por introduzir, respeitando o intervalo, cebola e alho. Nas semanas
seguintes pode introduzir alho
francês, alface, feijão-verde, courgette, nabiça, brócolos,
agrião, couve lombarda, etc. O
espinafre, o tomate, o nabo e a couve não devem ser dados antes dos 9 meses e
as leguminosas (feijão, grão, ervilhas e lentilhas) não devem ser dadas antes
dos 11 meses. A fava só depois dos 24 meses. A quantidade de sopa a dar ao bebé
é idêntica aquela que faz de leite no biberão (inicialmente, 120-150 ml, o que
equivale a 1 concha - 1½ concha, podendo ir aumentando com a idade e
necessidades do bebé). Comece por
substituir uma das refeições de leite por uma refeição de sopa (por exemplo, a refeição do almoço) e mantenha
as restantes refeições de leite! Posteriormente, após a fase de adaptação do bebé à
alimentação à colher, e caso não se verifiquem reacções alérgicas ao introduzir a sopa, pode iniciar a papa.Fruta Natural:
Deve ser
utilizada como sobremesa, depois da sopa. As primeiras frutas deverão ser: maçã, pêra, banana e uva. Podem ser dadas cruas ou cozidas: maduras, bem
lavadas, descascadas e bem trituradas. A regra dos 3 a 5 dias de intervalo
entre cada fruta nova mantém-se, não devendo a introdução de um novo legume na
sopa coincidir com a de uma nova fruta. Se no início o bebé não comer 1 peça de
furta inteira, não se preocupe, é normal. De referir que de acordo com as mais
recentes normas, a fruta poderá ser introduzida apartir dos 6 meses.
A primeira papa pode ser dada cerca de 2
semanas após a primeira sopa, sendo que este início pode ser adiado para os 6
meses, caso o bebé esteja a aumentar muito de peso. Deve ser sempre uma papa sem glúten (milho ou arroz), dado que os alimentos com glúten só podem ser introduzidos a partir dos 6 meses. Se a papa for láctea, prepare-a com água. Se a papa for não láctea
prepare-a com o leite que o bebé faz habitualmente: leite materno ou fórmula adaptada
(nunca com leite de vaca!). A quantidade de papa a dar ao bebé é
idêntica aquela que faz de sopa e/ou de leite no biberão (inicialmente, 120-150
ml, podendo ir aumentando mais uma vez, segue-se o esquema de
substituir uma refeição de leite (por exemplo, a do lanche ou do jantar) pela
papa. As restantes refeições
mantêm-se de leite.
Nos bebés que iniciaram a diversificação alimentar
aos 4 meses, por volta dos 5-6 meses podemos começar a introduzir a carne na sopa do bebé. Nos bebés que
iniciaram a diversificação alimentar aos 6 meses, a carne na sopa pode ser
introduzida a partir dos 7 meses. As
primeiras carnes devem ser magras e limpas de pele e gordura (1º frango, peru e coelho; só depois o borrego e a vitela;
porco só a partir dos 12 meses e quanto mais tarde melhor). Na primeira semana, pode optar por só cozer carne na sopa, retirando-a no final da cozedura para que
o bebé se habitue primeiro ao sabor da carne e também para testar possíveis
reacções alérgicas. Se não houver alergias ou caso opte por iniciar logo
a carne, após a cozedura deve triturar a carne e juntar na sopa (cerca de 15 a 30g/dia = 1 a 2 cubos de gelo de carne). Inicialmente, o bebé fará por dia
apenas uma refeição de sopa com
carne seguida de fruta. Decorrido 1 mês após o início da carne, o bebé
pode começar a fazer 2 refeições de sopa: almoço
- sopa com carne seguida de fruta;
jantar - sopa de legumes sem carne seguida de fruta (no caso de estar a fazer papa ao jantar, esta pode passar para
a altura do lanche).A Diversificação Alimentar
- Tempo para as refeições: é importante respeitar o ritmo, gostos e vontades individuais;
- Se o bebé rejeitar um alimento, nunca deve desesperar: deve insistir noutro dia;
- A introdução dos alimentos deve ser lenta e gradual pois o bebé tende a rejeitar as primeiras ofertas de alimento(s), uma vez que tudo é novidade: a colher, a consistência e o sabor;
- Algumas crianças precisam de ser estimuladas a comer, mas nunca devem ser forçadas;
- No início, a quantidade de alimentos que a criança ingere é pequena;
- Há crianças que se adaptam mais facilmente às novas etapas e aceitam muito bem os novos alimentos e outras que não;
- Quando iniciar a diversificação alimentar, é importante que o bebé comece a beber água nos intervalos das refeições, sendo que esta deve ser fervida; até lá ele obtém toda a água que necessita do aleitamento (materno ou adaptado); isto não implica que num dia mais quente não se possa oferecer água: a água até ao momento em que a diversificação alimentar se inicia não é proibida, simplesmente é desaconselhada por poder levar a que o bebé beba menos leite;
- Mesmo a fazer outros alimentos, a criança pode e deve continuar a ser amamentada;
- Não junte sal nem açúcar na alimentação do seu bebé até aos 12 Meses;
- Não dê chocolate, morangos/frutos vermelhos, kiwi, ananás/abacaxi até aos 12 Meses;
- Não junte mel nem alimentos que o contenham até ao 36 Meses;
- Não dê frutos secos pequenos (ex.: amendoim/noz/caju) até aos 36 Meses;
- Evite o uso de boiões de fruta: contêm sacarose/outros açúcares, concentrado de sumo de limão, farinha de arroz, entre outros ingredientes, que conferem um sabor mais apurado, podendo levar o bebé a recusar a fruta natural; por isso a mensagem é, só excepcionalmente!
- A introdução de novos alimentos deve ser feita com colher (ou copo, no caso dos líquidos) e nunca com biberão. Apesar de algumas dificuldades iniciais, é uma questão de paciência pois o seu bebé necessita apenas de um período de adaptação.
A ordem de introdução dos alimentos não tem de ser a mesma para todos os bebés. Enquanto alguns iniciam a diversificação pela papa
de cereais, por ser o alimento com sabor mais semelhante ao leite, a
maioria começa pela sopa de legumes,
a qual é nutricionalmente tão equilibrada como a papa, mas muito menos
calórica. Deve iniciar cada novo alimento em pequena quantidade e ir aumentando
gradualmente, respeitando um intervalo mínimo de 3 a 5 dias. Assim, estará não só a facilitar a
adaptação do bebé aos novos sabores, como também a possibilitar a detecção de
possíveis reacções alérgicas. Por isso, tenha a atenção a vómitos, diarreia,
manchas na pele e/ou falta de ar após iniciar um novo alimento!
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