No contato diário com as crianças e os seus cuidadores surgiu a vontade de criar um blog que pudesse ajudar todos aqueles que se dedicam a cuidar de crianças, a cumprir essa dura e exigente tarefa da melhor forma possível.

Por isso, aqui vai encontrar informações básicas, conselhos e curiosidades sobre o universo de saúde da criança, desde os primeiros cuidados, às doenças mais comuns, passando pela vacinação e alimentação. O objetivo é que este seja um cantinho de reflexão, educação e troca de experiências, que forneça pistas e truques úteis ao acompanhamento da criança desde a conceção à emancipação.

De referir que, além do espaço de comentários no final de cada publicação, foi criada uma área independente, “O Cantinho das Dúvidas”, onde pode expor as suas questões ou sugerir novos temas a abordar.

Dada a enorme diversidade que existe de médico para médico, de mãe para mãe e de criança para criança, os textos aqui publicados pretendem apenas ser mais uma sugestão e uma ajuda, não devendo ser interpretados como regras rígidas a seguir. De sublinhar que nenhuma das informações, comentários ou respostas emitidos neste site substitui a consulta presencial com o médico assistente da criança.

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sábado, 17 de agosto de 2013

Terrores Noturnos... Que medo!





Os terrores noturnos são comuns nas crianças entre os 18 meses e os 6 anos, visto ser a fase da vida em que estas dormem mais profundamente. As primeiras vezes que os pais se confrontam com um episódio são assustadoras, uma vez que observam o seu filho a acordar em sobressalto, uma ou duas horas depois de ter adormecido, quando o ciclo de sono profundo termina de repente e a criança não acorda completamente. Ele apresenta-se tipicamente agitado, muitas vezes a gritar de olhos abertos, com o olhar fixo e movimentos descoordenados, todo transpirado, sem responder aos apelos dos pais para se acalmar. Isto deixa os pais extenuados e perturbados, sem saber como agir. Quando o episódio termina, a criança volta a adormecer e não se lembra de nada do que aconteceu.

Estes terrores relacionam-se sobretudo com o medo de perder a mãe, do esquecimento do pai, medo do escuro, de alturas, de animais ferozes, de ladrões maus, de crianças agressivas, etc. Podem ainda estar relacionados com mudanças importantes na vida da criança, tais como entrada no infantário, nascimento de um irmão ou ausência de um dos pais.


Nesta idade, as crianças lutam para distinguir o real do imaginário. O sentimento de medo é real, por mais absurdo que possa parecer. Deve-se, por isso, transmitir segurança à criança, tentando não se mostrar ansioso. 

 
O que fazer durante um terror noturno? Algumas dicas...

1. Não tentar acordar a criança, uma vez que esta não a irá ouvir e poderá, inclusivamente ficar mais agitada (normalmente o episódio demora 1-10 minutos);
2. Assegurar que na área em torno da criança não há objetos com que se possa magoar;
3. Acender a luz.
4. Confortá-lo, abraçando-o.
5. Ouvir os seus receios com atenção.
6. Respeitá-lo, porque o medo que sente é real.
7. Uma explicação honesta não vale a pena.
8. Dizer-lhe que os pais estão no quarto mesmo ao lado e que não vão permitir que algo de mau lhe aconteça.
9. Dar-lhe a oportunidade de enfrentar e resolver os seus problemas sozinho, com os seus próprios recursos.
10. Oferecer-lhe um objeto de conforto (p.ex. o peluche preferido) ou deixar uma luz de presença acesa.
11. Não superproteger, uma vez que poderão prolongar o medo.

O que fazer para dar segurança e tentar reduzir os episódios?

1. Tentar encontrar soluções em conjunto para enfrentar o medo:
- Antes de dormir, dar-lhe um beijo especial, que vai “afastar os maus";
- Pegar na vassoura e "varrer" para fora do quarto os medos;
- Comprar um peluche que seja "um verdadeiro protetor do quarto"';
- Espalhar umas gotinhas de um "perfume mágico" que vão impedir que aquilo que provoca medo na criança entre;
- Espreitar debaixo da cama e no interior dos armários para demonstrar que estão vazios.

2. Reduzir, dentro do possível, as situações de tensão durante o dia da criança;

3. Estabelecer uma boa rotina de sono, evitando a fadiga.

Nunca é fácil lidar com os terrores noturnos mas é preciso lembrar que na maioria dos casos vão passar com o crescimento da criança, sem necessidade de outras ajudas ou intervenções. No entanto, se os sintomas persistirem e achar que não está a conseguir ajudar o seu filho, deve procurar a ajuda de um profissional, regra geral um psicólogo ou pedopsiquiatra.

sábado, 10 de agosto de 2013

O Sono do Bebé/Criança

Quanto é que um bebé/criança precisam de dormir?
A dúvida sobre a quantidade de sono adequada para um bebé é provavelmente uma das mais frequentes na cabeça dos pais. Para ter uma ideia, deixo aqui uma tabela com o n.º médio de horas de sono da criança por idade. Só não se esqueça de que cada bebé é um bebé, e alguns chegam a dormir até duas horas a mais ou a menos que outros.

Idade
Durante a noite
Durante o dia
Total
1 Mês
8h
7h (3 sonecas)
15h
3 Meses
10h
5h (3 sonecas)
15h
6 - 9 Meses
11h
3h (2 sonecas)
14h
12 - 18 Meses
11h
2h (2 sonecas)
13h
2 Anos
11h
2h (1 soneca)
13h
3 Anos
10h
1h (1 soneca)
11h

Será que é normal um bebé acordar tanto à noite?
Sim, acordar durante a noite é uma parte natural do ciclo de sono. Normalmente, passamos por fases de transição entre a vigília e o sono, depois pelo sono leve, o sono com sonhos e finalmente o sono profundo. Cada um desses ciclos dura aproximadamente uma hora e meia, e tanto adultos como crianças completam, em média, cerca de cinco deles por noite. Geralmente, não nos chegamos a lembrar que acordámos porque simplesmente mudámos de posição, reajustámo-nos na almofada e voltámos a dormir.

Será que é normal um bebé ter muita dificuldade em adormecer à noite?
Sim, é muito variável de bebé para bebé mas pode acontecer, sobretudo até serem criadas e estabelecidas rotinas de sono.

Algumas dicas sobre rotinas de sono a estabelecer...
Distinga a hora de comer matinal da noturna: Deixe a brincadeira e a conversa para durante o dia, já que as mamadas da noite devem ser tranquilas. Ajude o corpo do seu bebé a entender a diferença entre dia e noite e entre hora de brincar e de dormir.

Deixe o bebé adormecer sozinho: Lembre-se de que isso não funciona com recém-nascidos, mas com crianças a partir dos dois meses de idade. Coloque o bebé no berço quando ele estiver sonolento, mas ainda acordado.

Estabeleça um ritual para o sono da noite: Não precisa de ser nada complicado. Basta dar um banhinho, trocar a fralda, colocar o pijama, ler uma história ou cantar uma música. Vale a pena terminar no próprio quarto do bebé, para ele aprender que aquele é um lugar “bom” para ficar/estar.

Ofereça um objeto de conforto: São as famosas fraldas ou bonecos de peluche. Uma ótima forma de transformar uma fralda ou um boneco num companheiro favorito é deixando-o próximo a si para que absorva o seu cheiro. Os bebés têm um bom olfato, e quando se assustam sozinhos à noite muitas vezes conseguem acalmar-se ao sentir o cheiro da mãe.

Deixe o bebé chorar um bocadinho: Isto só se aplica a crianças com mais de quatro ou cinco meses. Se o seu filho começar a chorar depois de o colocar no berço, vá até lá, faça um miminho, assegure-lhe que está tudo bem mas que chegou a hora de dormir. Seja gentil, mas firme. Saia do quarto e espere dois a cinco minutos para regressar. Verifique que está tudo bem e saia novamente. Repita o processo até o bebé adormecer, aumentando progressivamente o intervalo. Este é um método polémico e que não agrada a todos mas é uma questão de experimentar.

Partilhe a responsabilidade de confortar o bebé: À medida que o bebé cresce pode ser confortado também pelo pai. Isto ajuda-o a aceitar que não há mais leite materno a caminho, muito útil em bebés com o “vício” da mama!

Vá gerindo o horário das sonecas do bebé: Gerir o horário das sonecas do bebé é essencial. Reserve o começo da manhã e da tarde para as sonecas e, à medida que seu bebé crescer, deixe-as para logo depois do almoço, de modo a haver um intervalo grande até à hora de dormir à noite.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Diversificação Alimentar - APÓS OS 12 MESES

A partir dos 12 meses de idade não há “restrições alimentares” (a não ser que sejam indicadas pelo profissional de saúde que acompanha o bebé). Assim, só o gosto e os hábitos do bebé condicionarão a sua alimentação. Alguns estudos indicam que deve continuar com leite adaptado: leite de transição 3 (mais rico em ferro) até aos 3 anos de vida; no entanto, o leite de vaca ultrapasteurizado (gordo até aos 24 meses; meio-gordo daí em diante) ou o leite de soja também podem ser introduzidos. Outros alimentos, antes restringidos, podem ser iniciados, lenta e gradualmente, como por exemplo os citrinos, o morango, o kiwi, a clara de ovo e a carne de porco. No caso do abacaxi/ananás, dos frutos vermelhos pequenos (cereja/amora/framboesa) e dos frutos secos pequenos (amendoim/noz/caju) a sua introdução só deve ser feita a partir dos 24 meses. No caso da fava a sua introdução é facultativa e só deve ser feita a partir dos 36 meses. Em relação às miudezas da carne, estas devem ser introduzidas apenas se fizerem parte dos hábitos alimentares da família e quanto mais tarde melhor. Em relação aos moluscos, bivalves e mariscos passa-se algo semelhante às miudezas, dada a elevada probabilidade de alergias.

Gradualmente, habitue o seu bebé a ingerir a alimentação familiar e aproveite para reduzir no sal e açúcar a que a família está habituada. E lembre-se sempre que o bebé não está habituado a estes novos sabores e consistências. Tenha paciência durante todo o processo. Ele poderá recusar um alimento quando este lhe é oferecido pela 1ª vez e ingeri-lo com satisfação à 2ª ou 3ª! Encare com entusiasmo esta nova fase de desenvolvimento do seu filho, e estimule a sua entrada no "mundo da alimentação" de uma forma saudável!

Diversificação Alimentar 9-12 MESES

Gema de ovo:
A partir dos 9 meses, podemos  introduzir a gema de ovo, começando por introduzi-la na sopa, em substituição da carne. Começamos com ¼ de gema cozida na primeira semana. Na semana seguinte aumentamos para ½ gema. Na semana seguinte damos ¾ de gema de modo que, ao fim de 4 semanas o bebé estará a fazer pela primeira vez a gema completa. Atenção: até aos 12 meses não dar mais de 1 gema/semana e não iniciar de modo algum a clara, de forma a prevenir alergias potencialmente graves.




Sopa:
A partir dos 9 meses, o espinafre, o tomate, o nabo e a ouve já podem ser dados na sopa. A partir dos 11 meses dão-se as leguminosas (feijão, grão, ervilhas e lentilhas) gradualmente e em pequenas quantidades, podendo ser adicionadas à sopa ou dadas separadamente.





Nota:
Em caso de alergia ao peixe ou à gema do ovo, voltar a tentar a sua introdução só a partir dos 12 meses e em quantidades pequenas! É importante realçar que nesta fase se deve encorajar a criança a provar os novos alimentos, mas não a forçar, pois é normal a recusa de alguns alimentos. Devem experimentar-se diferentes combinações, texturas e métodos culinários. A título de exemplo: 1) em vez de dar ao bebé a sopa com peixe, dar o peixe, a batata e a cenoura em pequenos pedaços ou esmagadas com um garfo; 2) dê ao bebé palitos de cenoura para ir chupando ou roendo; 3) deixe-o mexer com as mãos na comida… Não se esqueça que experimentar passa também por cheirar, tocar, brincar… E quanto mais divertida for esta fase, para si e para o seu filho, melhor! Deve-se também iniciar o treino de beber pelo copo e de dar a colher para a mão: inicialmente não os vai utilizar mas com o tempo vai-se apercebendo da sua utilidade.

Diversificação Alimentar 6-9 MESES


Fruta Natural:
A partir dos 6 meses, a sobremesa de fruta já poderá incluir: pêssego, alperce, ameixa, melão, meloa, melancia e manga. A regra dos 3 a 5 dias deve continuar a ser respeitada, pode ser dada crua, triturada, cozida ou assada, e continua a ser proibido juntar açúcar ou outros adoçantes.







Papas com Glúten (“Rabo no chão, pão na Mão”):
A partir dos 6 meses pode iniciar as papas com glúten (trigo, centeio, aveia e cevada). Uma vez tendo experimentado, pode oferecer ao bebé pão ou bolachas (maria ou específicas para a idade), sempre com o cuidado de vigiar engasgamentos!





Iogurte:

A partir dos 6-7 meses podemos também introduzir o iogurte.O iogurte natural (sem adição de açúcar ou natas) será a melhor opção, já que os “iogurtes para bebés” têm, muitas vezes, grandes quantidades de açúcar e não trazem nenhum benefício. Deve ser dado ao lanche, como alternativa à papa, sendo que se podem fazer algumas combinações interessantes: (iogurte + peça de fruta) OU (iogurte + 2 bolachas trituradas).


Peixe:
A partir dos 7-8 meses, caso não haja história de alergia familiar, podemos introduzir o peixe. Introduz-se também na sopa do bebé, que nesta altura já deverá ser mais granulosa (menos passada e menos líquida), para o bebé se ir habituando a texturas diferentes. As melhores opções serão a pescada, o linguado, a solha e a faneca, sempre peixe de boa qualidade (fresco – se tivermos a certeza que o peixe é mesmo fresco – ou, em alternativa, melhor e mais seguro, ultracongelado). A introdução do peixe deve fazer-se de forma gradual, seguindo o exemplo da carne quer em termos de quantidades quer termos de preparação/utilização.

Nota: Por esta altura o bebé deverá estar a fazer 1) almoço - sopa de legumes com carne + fruta; 2) lanche - papa com glúten OU 1 peça de fruta + 2 bolachas trituradas com ou sem iogurte; 3) jantar - sopa de legumes sem carne (simples ou com peixe) + fruta. As restantes refeições deverão ser de leite.

Diversificação Alimentar 4-6 MESES

Sopa de Legumes:
As primeiras sopas devem ser confeccionadas no momento que vão ser consumidas. Posteriormente, poderá preparar o suficiente para 1) guardar no frigorífico durante 2 dias a temperatura adequada OU 2) conservar no congelador durante um período de tempo mais alargado. A descongelação e/ou aquecimento devem ser feitas em banho-maria e não usando o micro-ondas. Inicie por um puré de batata e cenoura, devendo substituir a cenoura por abóbora caso o bebé seja preso dos intestinos. No final da cozedura, já no prato e em cru, adicione um fio de azeite. Não junte sal. Gradualmente, deve ser introduzido um legume novo com um intervalo de 3 a 5 dias. Na primeira semana pode optar por introduzir, respeitando o intervalo, cebola e alho. Nas semanas seguintes pode introduzir alho francês, alface, feijão-verde, courgette, nabiça, brócolos, agrião, couve lombarda, etc. O espinafre, o tomate, o nabo e a couve não devem ser dados antes dos 9 meses e as leguminosas (feijão, grão, ervilhas e lentilhas) não devem ser dadas antes dos 11 meses. A fava só depois dos 24 meses. A quantidade de sopa a dar ao bebé é idêntica aquela que faz de leite no biberão (inicialmente, 120-150 ml, o que equivale a 1 concha - 1½ concha, podendo ir aumentando com a idade e necessidades do bebé). Comece por substituir uma das refeições de leite por uma refeição de sopa (por exemplo, a refeição do almoço) e mantenha as restantes refeições de leite! Posteriormente, após a fase de adaptação do bebé à alimentação à colher, e caso não se verifiquem reacções alérgicas ao introduzir a sopa, pode iniciar a papa.

Fruta Natural:
Deve ser utilizada como sobremesa, depois da sopa. As primeiras frutas deverão ser: maçã, pêrabanana e uva. Podem ser dadas cruas ou cozidas: maduras, bem lavadas, descascadas e bem trituradas. A regra dos 3 a 5 dias de intervalo entre cada fruta nova mantém-se, não devendo a introdução de um novo legume na sopa coincidir com a de uma nova fruta. Se no início o bebé não comer 1 peça de furta inteira, não se preocupe, é normal. De referir que de acordo com as mais recentes normas, a fruta poderá ser introduzida apartir dos 6 meses.

Papa:
A primeira papa pode ser dada cerca de 2 semanas após a primeira sopa, sendo que este início pode ser adiado para os 6 meses, caso o bebé esteja a aumentar muito de peso. Deve ser sempre uma papa sem glúten (milho ou arroz), dado que os alimentos com glúten só podem ser introduzidos a partir dos 6 meses. Se a papa for láctea, prepare-a com água. Se a papa for não láctea prepare-a com o leite que o bebé faz habitualmente: leite materno ou fórmula adaptada (nunca com leite de vaca!). A quantidade de papa a dar ao bebé é idêntica aquela que faz de sopa e/ou de leite no biberão (inicialmente, 120-150 ml, podendo ir aumentando mais uma vez, segue-se o esquema de substituir uma refeição de leite (por exemplo, a do lanche ou do jantar) pela papa. As restantes refeições mantêm-se de leite.
com a idade e necessidades do bebé).

Carne:
Nos bebés que iniciaram a diversificação alimentar aos 4 meses, por volta dos 5-6 meses podemos começar a introduzir a carne na sopa do bebé. Nos bebés que iniciaram a diversificação alimentar aos 6 meses, a carne na sopa pode ser introduzida a partir dos 7 meses. As primeiras carnes devem ser magras e limpas de pele e gordura (frango, peru e coelho; só depois o borrego e a vitela; porco só a partir dos 12 meses e quanto mais tarde melhor). Na primeira semana, pode optar por só cozer carne na sopa, retirando-a no final da cozedura para que o bebé se habitue primeiro ao sabor da carne e também para testar possíveis reacções alérgicas. Se não houver alergias ou caso opte por iniciar logo a carne, após a cozedura deve triturar a carne e juntar na sopa (cerca de 15 a 30g/dia = 1 a 2 cubos de gelo de carne). Inicialmente, o bebé fará por dia apenas uma refeição de sopa com carne seguida de fruta. Decorrido 1 mês após o início da carne, o bebé pode começar a fazer 2 refeições de sopa: almoço - sopa com carne seguida de fruta; jantar - sopa de legumes sem carne seguida de fruta (no caso de estar a fazer papa ao jantar, esta pode passar para a altura do lanche).


A Diversificação Alimentar

A diversificação alimentar consiste na transição de uma alimentação exclusivamente láctea para outra que inclui, para além do leite, outros alimentos de consistência maior até atingir a alimentação sólida propriamente dita. Este período revela-se, assim, uma ponte entre o aleitamento materno e a alimentação familiar. A diversificação alimentar poderá ser uma fase difícil na vida do bebé, que passa de um alimento líquido de fácil deglutição, para alimentos progressivamente mais complexos. No entanto, com um ou outro truque, e alguma paciência, constitui uma aliciante descoberta para si e para o seu filho, sendo uma pedra basilar na educação alimentar do bebé: permite moldar o paladar, o apetite e, de certa forma também, os futuros gostos  da criança. É durante a diversificação alimentar que se devem iniciar os princípios de uma alimentação saudável que irá perdurar a vida inteira. 

Quando começar?
Entre os 4 e os 6 meses de vida, altura em que as funções digestiva e renal do bebé já se encontram mais desenvolvidas. É também nessa idade que ele se começa a conseguir sentar com ajuda e a ter um bom  controlo da cabeça e do pescoço, e aparecem movimentos de mastigação. Todos estes factores fazem deste momento a altura ideal para iniciar a introdução de novos alimentos. A partir dos 6 meses o leite deixa de ser suficiente para suprir as necessidades nutricionais e energéticas do bebé.  Tenha em atenção que se o bebé está a ser amamentado com leite materno e apresenta um bom desenvolvimento, este poderá continuar a ser o seu alimento exclusivo até aos 6 meses; nesse    caso, só a partir dessa idade deve iniciar a introdução de alimentos diferentes. Se o bebé está a fazer aleitamento com leite artificial ou se a mãe passa a ter menos leite e/ou menor disponibilidade, nomeadamente por regressar à actividade profissional/escolar, a diversificação alimentar poderá ser iniciada aos 4 meses.

Antes de iniciar a diversificação alimentar, há que relembrar algumas regras importantes...

  • Tempo para as refeições: é importante respeitar o ritmo, gostos e vontades individuais;
  • Se o bebé rejeitar um alimento, nunca deve desesperar: deve insistir noutro dia;
  •  A introdução dos alimentos deve ser lenta e gradual pois o bebé tende a rejeitar as primeiras ofertas de alimento(s), uma vez que tudo é novidade: a colher, a consistência e o sabor;
  • Algumas crianças precisam de ser estimuladas a comer, mas nunca devem ser forçadas;
  • No início, a quantidade de alimentos que a criança ingere é pequena;
  • Há crianças que se adaptam mais facilmente às novas etapas e aceitam muito bem os novos alimentos e outras que não;
  • Quando iniciar a diversificação alimentar, é importante que o bebé comece a beber água nos intervalos das refeições, sendo que esta deve ser fervida; até lá ele obtém toda a água que necessita do aleitamento (materno ou adaptado); isto não implica que num dia mais quente não se possa oferecer água: a água até ao momento em que a diversificação alimentar se inicia não é proibida, simplesmente é desaconselhada por poder levar a que o bebé beba menos leite;
  • Mesmo a fazer outros alimentos, a criança pode e deve continuar a ser amamentada;
  • Não junte sal nem açúcar na alimentação do seu bebé até aos 12 Meses;
  • Não dê chocolate, morangos/frutos vermelhos, kiwi, ananás/abacaxi até aos 12 Meses;
  • Não junte mel nem alimentos que o contenham até ao 36 Meses;
  • Não dê frutos secos pequenos (ex.: amendoim/noz/caju) até aos 36 Meses;
  • Evite o uso de boiões de fruta: contêm sacarose/outros açúcares, concentrado de sumo de limão, farinha de arroz, entre outros ingredientes, que conferem um sabor mais apurado, podendo levar o bebé a recusar a fruta natural; por isso a mensagem é, só excepcionalmente!
  • A introdução de novos alimentos deve ser feita com colher (ou copo, no caso dos líquidos) e nunca com biberão. Apesar de algumas dificuldades iniciais, é uma questão de paciência pois o seu bebé necessita apenas de um período de adaptação.

Como iniciar a introdução dos novos alimentos? 

A ordem de introdução dos alimentos não tem de ser a mesma para todos os bebés. Enquanto alguns iniciam a diversificação pela papa de cereais, por ser o alimento com sabor mais semelhante ao leite, a maioria começa pela sopa de legumes, a qual é nutricionalmente tão equilibrada como a papa, mas muito menos calórica. Deve iniciar cada novo alimento em pequena quantidade e ir aumentando gradualmente, respeitando um intervalo mínimo de 3 a 5 dias. Assim, estará não só a facilitar a adaptação do bebé aos novos sabores, como também a possibilitar a detecção de possíveis reacções alérgicas. Por isso, tenha a atenção a vómitos, diarreia, manchas na pele e/ou falta de ar após iniciar um novo alimento!

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O Aleitamento

O aleitamento materno consiste no ato de alimentar o bebé com leite produzido pela mãe. Está recomendado como alimento exclusivo até aos 4-6 meses. É considerado unanimemente como o alimento ideal para o bebé:
  • Contém os nutrientes e água essenciais ao seu crescimento nesta fase;
  • Reduz a possibilidade do bebé sofrer de excesso de peso;
  • Diminui a probabilidade de aparecerem alergias e infecções;
  • Fortalece os afectos, o que ajuda ao desenvolvimento psicológico do bebé.
  • Para a mãe, é a alternativa mais económica, disponível e a que mais ajuda na recuperação pós-parto. Diminui ainda o risco de cancro da mama e do ovário.
O leite de fórmula ou também antes designado leita adaptado ou artificial devia o seu nome ao fato de ser produzido a partir do leite de vaca e “adaptado” às necessidades e particularidades do bebé. Tem indicações muito específicas e, mesmo quando utilizado como “suplemento” do leite materno deve ser sempre recomendado pelo médico assistente. Existem 3 tipos, consoante a idade do bebé: 1 - Lactente (0-6 Meses), 2 - Transição (6-12 Meses) e 3 - Crescimento (12-36 Meses). Para situações particulares, como bebés presos dos intestinos (fórmula AO), com cólicas frequentes (fórmula AC) ou muito bolsadores (fórmula AR), a fórmula pode ser ajustada às suas necessidades.

domingo, 4 de agosto de 2013

Tenho um bebé para levar para casa, e agora?


Amamentação: o leite materno é o ideal para o seu bebé. No início é chamado de colostro e caracteriza-se por ser escasso, amarelado e aguado, mas muito nutritivo e capaz de proteger o bebé das infeções. Ao 3º-4º dia de vida torna-se mais abundante e esbranquiçado, mantendo os mesmos benefícios. A amamentação deve ser em horário livre. Amamente o seu bebé sempre que ele lhe parecer carente de alimento: quanto mais o bebé mamar, mais leite será produzido! No entanto, não deve deixar passar mais de 4 horas durante o dia ou 5 horas durante a noite sem dar de mamar. Se o bebé está bem adaptado à mama e aumenta bem de peso o seu leite é suficiente e de qualidade.

Perda de peso: nos primeiros dias de vida o bebé pode perder até 10% do peso com que nasceu. No entanto, por volta do 15º dia de vida é esperado que o bebé tenha já recuperado esse peso. Daí ser muito importante que, durante os primeiros 28 dias de vida, o bebé seja pesado todas as semanas. Deverá optar por um local de pesagem (centro de saúde/clínica/consultório/...) e mantê-lo pois as balanças nem sempre estão bem calibradas e pode haver diferenças importantes entre elas.

Icterícia: muitos bebés apresentam, a partir do 2º e até ao 15º dia de vida, uma cor amarelada (icterícia) que tipicamente aparece no sentido cabeça -> pés. Deve-se à sua imaturidade em eliminar um pigmento de cor amarela - a bilirrubina - que, por isso, se acumula. Para ajudar a eliminar esta substância, os bebés devem ser expostos (mas não diretamente) à luz natural, p.ex., colocando o berço junto de uma janela. Regra geral a icterícia é transitória e sem significado mas atenção: se o bebé já tiver mais de 15 dias e ainda continuar amarelo, se a icterícia se estende da cabeça até ao início das coxas, e/ou se o xixi estiver muito escuro e/ou as fezes muito claras, o bebé deve ser sempre observado por um profissional de saúde!

Umbigo: o coto umbilical deve ser sempre deixado fora da fralda, e mantido limpo e seco, sobretudo depois do banho e da muda da fralda. Para limpá-lo e secá-lo pode usar, p.ex. compressas esterilizadas. Geralmente o umbigo cai entre o 7º e o 14º dia de vida e nunca é demais lembrar que é indolor! Deve estar apenas atenta ao aparecimento de um “corrimento” por vezes com cheiro fétido/intenso e/ou vermelhidão e inchaço no local. Se alguma destas coisas acontecer, procure um profissional de saúde!

Pele: o bebé pode apresentar pele seca ou alguma descamação, que pode mesmo atingir as mãos e os pés. Nesta situação, deve aplicar um creme hidratante 1-2 vezes/dia, preferencialmente hipoalergénico. Nunca é demais referir que não deve aplicar nas mãos nem nas áreas envolventes da boca e olhos, pelos riscos que isso representa para o bebé.

Posição de dormir: nunca coloque o bebé a dormir de barriga para baixo. O bebé deve dormir preferencialmente de barriga para cima, sendo que nalguns casos pode ser colocado de lado. Não deve usar almofada. Não devem ser deixadas fraldas de pano, bonecos ou quaisquer outros objetos soltos no berço. Não deve usar muitos cobertores/colchas de modo a não sobreaquecer o bebé. Deixar sempre a cabeça e ombros descobertos, tapando-o só até ao nível da cintura.

“Teste do Pézinho”: é um rastreio de várias doenças metabólicas e deve ser feito entre o 3º e o 6º dia de vida no centro de saúde da sua área de residência. No caso de internamentos mais prolongados, pode ser feito no hospital, antes da alta. Já há também alguns consultórios e clínicas que disponibilizam este teste.

Primeira consulta médico assistente: deve ser feita entre a 1ª e a 2ª semana de vida.

Transporte: em todas as deslocações de automóvel deve transportar o bebé numa cadeira grupo 0 ou 0+ homologada (norma europeia ECE R44/03) e sempre com o(s) cinto(s) colocado(s).



Visitas e Saídas: sobretudo durante os primeiros 15-28 dias de vida do bebé, evite visitas excessivas de amigos e familiares para evitar infeções no bebé e dar oportunidade à mãe e ao pai para se reorganizarem e se restabelecerem; ao sair, opte por espaços ao ar livre, em que o bebé não esteja exposto a muitas pessoas nem a muitos poluentes (p.ex. tabaco).

Natação para bebés: porquê, para quê e quando?


Quando matriculam os seus filhos na natação, a maioria dos pais têm geralmente em mente ensinar o filho a nadar. O que muitos não sabem é que as vantagens vão muito além disso, dado que a criança, sobretudo nos primeiros anos de vida, passa por um processo intenso de desenvolvimento e maturação que pode ser auxiliado e estimulado com a natação.

O bebé está adaptado ao meio líquido desde a barriga da mãe pelo que pode exibir uma performance que encanta e até surpreende quem assiste a uma aula de natação para crianças. O contato com a água ainda nos primeiros meses de vida favorece a saúde e proporciona momentos de prazer e de descoberta! Sob os cuidados de profissionais treinados, os bebés são capazes de executar diversos movimentos natatórios, demonstrando uma série de reflexos, comuns na primeira infância. Tudo através de estímulos esterioceptivos, ou seja, de atividades que facilitam o desenvolvimento do tato, audição, visão e olfato.
Recomenda-se a partir dos 6 meses, altura em que o bebé já cumpriu parte importante do esquema vacinal e já controla bem a cabeça e se senta sozinho. Por volta dos 8 meses, o bebé é capaz de controlar o movimento passivo e boiar. Dos 13 aos 14 meses os seus movimentos aumentam, flutua de bruços, consegue direcionar-se e procura as bordas para sair da piscina. Dos 14 aos 24 meses, controla bem os seus movimentos e muda de direção. Começa a saltar e faz brincadeiras.
A natação proporciona aos bebés benefícios físicos, orgânicos, sociais, terapêuticos e recreativos, melhora a adaptação à água, aprimora a coordenação motora e aumenta a resistência cardiorrespiratória e muscular. Pode ajudar também a tranquilizar o sono, estimular o apetite, melhorar a memória e prevenir algumas doenças respiratórias.

No entanto, há certos cuidados a ter!

  • As aulas devem ter menor duração (entre 30 e 45 minutos) uma vez que o sistema termorregulador do bebé ainda não se encontra bem desenvolvido.
  • O programa nacional de vacinação deve estar atualizado.
  • As condições das piscinas devem ser apropriadas: higiene (boa renovação de ar; temperatura (28-32ºC) e pH (7,2-7,8) da água adequadas), segurança (número suficiente de objetos com diferentes cores, tamanhos e formatos) e conforto (o horário da aula não deve coincidir com os horários do sono e alimentação da criança).
  •  A natação apresenta algumas contraindicações, na maioria dos casos passageiras, como gripes e inflamações.
  • Outro problema comum em bebés é a alergia ao cloro. No entanto, está-se a começar a usar cloro orgânico ou sal no tratamento das piscinas, o que evita as reações alérgicas.

Como lavar, esterilizar e preparar o biberão do bebé?


Que cuidados de higiene se devem ter com o biberão?

A preparação do biberão requer alguns cuidados que se deve ter em atenção.
Antes de preparar o biberão lave cuidadosamente as mãos. O biberão, a tetina e a colher doseadora devem estar esterilizados. Se não tiver estes cuidados a contaminação por microrganismos pode provocar doenças ao seu bebé.
Após cada utilização, passe todas as peças por água, esfregue as tetinas no interior e exterior, e passe novamente por água. Force a água a passar pelo orifício da tetina, de forma a assegurar que não ficam resíduos. Assim que todas as peças estejam bem limpas, podem então ser esterilizadas.

Como esterilizar o Biberão?

Métodos de esterilização:
·         Fervura - coloque os biberões, as tetinas, a colher doseadora e os restantes utensílios em água, numa panela utilizada só para o efeito, entre 10 a 20 minutos.
·         Esterilização a vapor - num aparelho específico, os biberões, as tetinas e restantes utensílios a esterilizar são envoltos em vapor de água a uma temperatura de 95-97ºC.
·         Esterilização a vapor no micro-ondas - num aparelho próprio para levar ao micro-ondas, em poucos minutos os biberões, as tetinas e restantes utensílios são também esterilizados com vapor.

Como preparar o biberão?

Fórmula Infantil (leite em pó)
     1.       Ferva água potável durante 3 a 5 minutos;
     2.       Deixe arrefecer um pouco a água;
     3.       Verta a quantidade correta no biberão;
     4.       Para cada 30 ml de água adicione 1 colher rasa de leite em pó;
     5.       Respeite sempre as quantidades de leite em pó a utilizar;
     6.       Nunca encha a colher medidora acima da medida;
     7.       Não pressione o leite em pó na colher para caber mais;
     8.       Por fim, agite de modo a homogeneizar o leite, teste a temperatura e dê-o ao bebé.
É muito importante respeitar sempre as medidas de água e leite em pó, de modo a não dar ao seu bebé um leite diluído (e, como tal, insuficiente para alimentá-lo) ou muito concentrado (e, como tal, capaz de lesar alguns órgãos importantes, p.ex. os rins).

Leite Materno
O leite materno, independentemente de estar congelado ou apenas refrigerado, deve ser aquecido em banho-maria num biberão previamente esterilizado. Não deve ser aquecido no micro-ondas de 
modo a evitar que se percam algumas propriedades importantes. 

sábado, 3 de agosto de 2013

Obstipação no primeiro ano de vida

1. O que é a obstipação (prisão de ventre)?
A obstipação não é mais do que a prisão de ventre. Pode ter múltiplas causas, desde lesões anais, neurológicas, endocrinológicas, metabólicas e medicamentosas (suplementos de ferro e/ou de vitamina D) mas a verdade é que em 90-95% dos casos é idiopática, ou seja, de causa desconhecida. Estima-se que 3% dos bebés apresentem obstipação, sendo esta responsável, segundo alguns estudos, por 3% a 5% das consultas de pediatria geral e 35% das consultas de gastroenterologia pediátrica.

2. Como devem proceder os pais? Que tratamentos são recomendados? Os laxantes, os clisteres e os supositórios de glicerina estão incluídos nesta lista?
Apesar de ser variável, regra geral, nos primeiros dias de vida o recém-nascido evacua a cada mamada. Com o tempo, isto vai mudando e o n.º de evacuações por dia vai diminuído. Há bebés que passam a fazer uma vez por dia e outros que se mantêm durante muito tempo com várias evacuações diárias. Quando surge a dificuldade em evacuar o importante é estar atento aos sinais: o bebé faz força, fica vermelho e chora intensamente, apesar das fezes até muitas vezes serem semilíquidas/coalhadas. Trata-se de uma descoordenação entre o ânus e o reto: o bebé faz força para evacuar mas, por imaturidade, o esfíncter anal não abre. Costumo dizer aos pais que a ajuda a estes bebés deve ser feita através de uma série de degraus de tratamento que vamos subindo ou descendo, consoante as medidas forem ou não resultando:




  • Massagens na barriga, com movimentos no sentido dos ponteiros do relógio e/ou de cima para baixo; o ideal é fazê-las todos os dias e numa altura em que o bebé esteja relaxado, pois a massagem, além de permitir um momento de interação com os pais, surte mais efeito se for feita de forma preventiva e não apenas no momento em que queremos que o bebé evacue;
  • Movimentos firmes de flexão e extensão das pernas e coxas sobre a barriga (tipo “bicicleta”); as indicações são as mesmas que as das massagens;
  • Estimulação do esfíncter anal, sempre com cuidado; pode ser feita de diferentes formas, consoante o nível de obstipação - através de uma toalhita tocando no esfíncter ao limpar; da ponta de um cotonete hidratada com creme/vaselina; ou de uma cânula de Bebegel® lavada, cortada e untada com creme/vaselina; caso nenhuma destas medidas surta efeito deve ser utilizada a cânula do Bebegel® com o seu conteúdo.

  • Na maioria dos casos, e a menos que o bebé não evacue mesmo, não estão indicados outros tratamentos. 
    A partir do quarto-sexto mês, com o início da diversificação alimentar, a dieta do bebé surge como uma importante ajuda na resolução da obstipação. A ingestão de água é essencial e deve ser incentivada (nunca em substituição de uma refeição mas como complemento). A ingestão de algumas frutas (ex.: manga, papaia, ameixa) em detrimento de outras (ex.: banana) é aconselhável. O incentivo à ingestão de purés de legumes (muito ricos em fibras) e outros “truques” como o acrescentar azeite cru a esses purés após a cozedura são também importantes!
    Nos poucos casos em que as medidas anteriores não forem suficientes, ou se tiver dúvidas, deve recorrer ao médico assistente do seu bebé. Isto porque é possível iniciar fórmulas infantis (leites em pó) anti obstipantes e, eventualmente, laxantes e clisteres, mas regra geral só após se confirmar que existe mesmo uma obstipação, que esta não é causada por nenhuma doença orgânica com tratamento específico, e se excluir as causas iatrogénicas (obstipação causada por um tratamento/medicamento).

    3. Em que consiste o diagnóstico feito pelo médico? O bebé é submetido a que exames?

    Na maioria dos bebés, a história clínica e o exame objetivo permitem o diagnóstico. Contudo, em situações mais resistentes e crónicas pode ser necessário referenciar a consultas mais específicas, nomeadamente de gastroenterologia pediátrica, e/ou realizar exames complementares de diagnóstico (ex.: radiografia simples do abdómen, clister opaco, biópsia) variáveis caso a caso.

    O Cantinho das Dúvidas


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