No contato diário com as crianças e os seus cuidadores surgiu a vontade de criar um blog que pudesse ajudar todos aqueles que se dedicam a cuidar de crianças, a cumprir essa dura e exigente tarefa da melhor forma possível.

Por isso, aqui vai encontrar informações básicas, conselhos e curiosidades sobre o universo de saúde da criança, desde os primeiros cuidados, às doenças mais comuns, passando pela vacinação e alimentação. O objetivo é que este seja um cantinho de reflexão, educação e troca de experiências, que forneça pistas e truques úteis ao acompanhamento da criança desde a conceção à emancipação.

De referir que, além do espaço de comentários no final de cada publicação, foi criada uma área independente, “O Cantinho das Dúvidas”, onde pode expor as suas questões ou sugerir novos temas a abordar.

Dada a enorme diversidade que existe de médico para médico, de mãe para mãe e de criança para criança, os textos aqui publicados pretendem apenas ser mais uma sugestão e uma ajuda, não devendo ser interpretados como regras rígidas a seguir. De sublinhar que nenhuma das informações, comentários ou respostas emitidos neste site substitui a consulta presencial com o médico assistente da criança.

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domingo, 11 de outubro de 2015

Birras... O que fazer?

As Birras
Raro é o pai que nunca teve de lidar com uma birra do filho. Quase todas as crianças passam por momentos destes, com menor ou maior intensidade, o que deixa os pais sem saber como reagir.

O que são?
Embora ruidosas, desesperadas e embaraçosas as birras são manifestações da vontade da própria criança. O comportamento infantil é muito heterogéneo, sendo que algumas crianças contestam mais os limites e as regras impostas pelos adultos do que outras. Podem gritar, chorar, dar pontapés, agitar os braços, deitar-se no chão, morder-se, arranhar-se, atirar brinquedos e objetos ao ar pelas coisas mais simples: não querem comer a sopa, não querem tomar banho, não querem dormir a sesta, querem aquela boneca ou guloseima no hipermercado (porque é que os levamos para estes sítios?!). Querem e não querem porque já se aperceberam que é possível terem vontades.


O que significam?
A boa notícia é que tal situação é típica e normal duma fase de crescimento em que a criança se procura afirmar, com sentimentos e vontades próprias. Mais, apesar de ser difícil lidar com este tipo de comportamentos, eles podem se tornar ótimas oportunidades de ajudar a criança a aprender a conviver com o sentimento de frustração e a desenvolver capacidade de autocontrolo. A tarefa dos pais é ensinar à criança que existem outras formas de expressar as suas necessidades, e a aceitar o fato de que nem sempre lhe vão fazer a vontade.

O que não fazer?

Nestes momentos é fundamental que os pais digam à criança que não, explicando o motivo pelo qual o estão a fazer. E não há justificação para que seja de outra maneira: não ceda mesmo que se sinta culpado por não passar muito tempo com ela, não ceda mesmo que ela se tenha andado a portar bem nos últimos tempos, e não ceda por estar a morrer de vergonha pelas cenas que a criança está a fazer em público.
  • Ao ceder, vai passar a mensagem que as birras são normais e perfeitamente aceitáveis para as crianças obterem aquilo que desejam e, pior, dará asas a um ciclo vicioso que se tornará cada vez mais difícil de controlar e ultrapassar.
  • Ao não ceder, está a mostrar-lhe várias coisas: 1) Existe um tempo para tudo, ou seja, não pode ter tudo aquilo que quer quando e onde apetece; 2) Existem regras e limites que devem de ser respeitados; 3) Tem de saber esperar pelas coisas que quer; e 4) Terá muitas vezes que lutar para as conseguir.
O que fazer?
  • Mantenha a calma. Talvez a coisa mais difícil de fazer no meio de uma birra, mas a mais eficaz.  Respire fundo, não eleve a voz, não ceda aos nervos, seja claro e dê o exemplo.
  • Ignore-a. Pode parecer, à primeira vista, um pouco desumano ignorar uma criança. Mas o que se pretende é ignorar a birra e não a criança. Nas primeiras birras esta atitude pode não resultar, aumentando até a sua intensidade. Mas, se o fizer regularmente, as birras vão acabar por ir diminuindo porque a criança vai perceber que não estão a surtir efeito.
  • Evite a raiva e a utilização de força física. Não grite, não bata e não ameace. A birra em si já é tão “violenta” e descontrolada que vai apenas incendiar um fogo que já está a arder. Para além disso, as birras podem ter subjacentes outros cenários: cansaço, fome, stress, o que significa que o mais importante naquele momento é reconquistar a estabilidade. Introduza o diálogo depois do choro, pois as explicações só vão ser oportunas e ouvidas depois da crise passar.
  • Deixe a criança sozinha. Se a birra acontecer em casa ou noutro espaço familiar, experimente distanciar-se da criança, deixando-a sozinha durante alguns minutos ou segundos. Segundo as especialistas, este método não é castigo, ensina a criança a controlar as birras e aprender a lidar com o sentimento de raiva por não conseguir o que ela quer. Os especialistas apontam para um minuto para cada ano de vida da criança, afinal mais do que isso ela dispersa e o efeito não é o mesmo. Após esse período, regresse ao pé dela ou permita que ela vá ter consigo onde estiver.
  • Não ameace com castigos que não vai conseguir cumprir. Se optar por esta estratégia ameaçadora mas sem consequências reais, a criança não terá problema algum em repetir a birra. Uma criança tem de estar ciente das consequências que possam advir das suas ações, boas e más. Da mesma forma que deve ser elogiada por ter arrumado o quarto, ela tem de ser castigada se bater no irmão ou fizer uma birra. Uma das estratégias mais utilizadas com as crianças que fazem birras é colocá-las no chamado “cantinho da disciplina” – que pode ser numa cadeira já designada para o efeito, numa esquina, ou tão simplesmente no quarto dela ou num recanto da divisão onde estiver – do qual só podem sair após o cuidador deixar. Ora, como detestam estar confinados, normalmente acalmam-se rapidamente e, ansiosos para se libertarem da “prisão”, acabam por pedir para sair com promessas de bom comportamento!
Como lidar com birras persistentes?
Claro que existem crianças com pulmões de sopranos e pilhas que parecem não terminar, que fazem birras que não acabam e têm tendência para piorar. Nestes casos, é importante estabelecer contato físico com a criança sem ceder ao seu pedido. Concentre-se no seu estado emocional e não na sua exigência, falando com ela tranquilamente, de preferência sobre outras coisas = distraindo-a.



Felizmente, a fase das birras é isso mesmo, uma fase passageira. No entanto, se sentir que as birras da criança se tornam mais frequentes e sem sinais de abrandamento, fale com o seu pediatra. Converse muito. Finda a birra é importante conversar com a criança sobre o que se passou. Após a criança se controlar, felicite-a por ter optado pelo bom comportamento, e procure falar com ela sobre alternativas mais eficazes que as birras. Só com firmeza as crianças aprendem a respeitar as regras propostas pelos pais. A autodisciplina é ensinar a criança a controlar, positivamente, as situações em que se encontra. Aprender que tudo tem limites, abre caminho para um desenvolvimento pessoal e social harmonioso, essencial para uma boa integração futura na sociedade.

sábado, 17 de agosto de 2013

Terrores Noturnos... Que medo!





Os terrores noturnos são comuns nas crianças entre os 18 meses e os 6 anos, visto ser a fase da vida em que estas dormem mais profundamente. As primeiras vezes que os pais se confrontam com um episódio são assustadoras, uma vez que observam o seu filho a acordar em sobressalto, uma ou duas horas depois de ter adormecido, quando o ciclo de sono profundo termina de repente e a criança não acorda completamente. Ele apresenta-se tipicamente agitado, muitas vezes a gritar de olhos abertos, com o olhar fixo e movimentos descoordenados, todo transpirado, sem responder aos apelos dos pais para se acalmar. Isto deixa os pais extenuados e perturbados, sem saber como agir. Quando o episódio termina, a criança volta a adormecer e não se lembra de nada do que aconteceu.

Estes terrores relacionam-se sobretudo com o medo de perder a mãe, do esquecimento do pai, medo do escuro, de alturas, de animais ferozes, de ladrões maus, de crianças agressivas, etc. Podem ainda estar relacionados com mudanças importantes na vida da criança, tais como entrada no infantário, nascimento de um irmão ou ausência de um dos pais.


Nesta idade, as crianças lutam para distinguir o real do imaginário. O sentimento de medo é real, por mais absurdo que possa parecer. Deve-se, por isso, transmitir segurança à criança, tentando não se mostrar ansioso. 

 
O que fazer durante um terror noturno? Algumas dicas...

1. Não tentar acordar a criança, uma vez que esta não a irá ouvir e poderá, inclusivamente ficar mais agitada (normalmente o episódio demora 1-10 minutos);
2. Assegurar que na área em torno da criança não há objetos com que se possa magoar;
3. Acender a luz.
4. Confortá-lo, abraçando-o.
5. Ouvir os seus receios com atenção.
6. Respeitá-lo, porque o medo que sente é real.
7. Uma explicação honesta não vale a pena.
8. Dizer-lhe que os pais estão no quarto mesmo ao lado e que não vão permitir que algo de mau lhe aconteça.
9. Dar-lhe a oportunidade de enfrentar e resolver os seus problemas sozinho, com os seus próprios recursos.
10. Oferecer-lhe um objeto de conforto (p.ex. o peluche preferido) ou deixar uma luz de presença acesa.
11. Não superproteger, uma vez que poderão prolongar o medo.

O que fazer para dar segurança e tentar reduzir os episódios?

1. Tentar encontrar soluções em conjunto para enfrentar o medo:
- Antes de dormir, dar-lhe um beijo especial, que vai “afastar os maus";
- Pegar na vassoura e "varrer" para fora do quarto os medos;
- Comprar um peluche que seja "um verdadeiro protetor do quarto"';
- Espalhar umas gotinhas de um "perfume mágico" que vão impedir que aquilo que provoca medo na criança entre;
- Espreitar debaixo da cama e no interior dos armários para demonstrar que estão vazios.

2. Reduzir, dentro do possível, as situações de tensão durante o dia da criança;

3. Estabelecer uma boa rotina de sono, evitando a fadiga.

Nunca é fácil lidar com os terrores noturnos mas é preciso lembrar que na maioria dos casos vão passar com o crescimento da criança, sem necessidade de outras ajudas ou intervenções. No entanto, se os sintomas persistirem e achar que não está a conseguir ajudar o seu filho, deve procurar a ajuda de um profissional, regra geral um psicólogo ou pedopsiquiatra.

sábado, 10 de agosto de 2013

O Sono do Bebé/Criança

Quanto é que um bebé/criança precisam de dormir?
A dúvida sobre a quantidade de sono adequada para um bebé é provavelmente uma das mais frequentes na cabeça dos pais. Para ter uma ideia, deixo aqui uma tabela com o n.º médio de horas de sono da criança por idade. Só não se esqueça de que cada bebé é um bebé, e alguns chegam a dormir até duas horas a mais ou a menos que outros.

Idade
Durante a noite
Durante o dia
Total
1 Mês
8h
7h (3 sonecas)
15h
3 Meses
10h
5h (3 sonecas)
15h
6 - 9 Meses
11h
3h (2 sonecas)
14h
12 - 18 Meses
11h
2h (2 sonecas)
13h
2 Anos
11h
2h (1 soneca)
13h
3 Anos
10h
1h (1 soneca)
11h

Será que é normal um bebé acordar tanto à noite?
Sim, acordar durante a noite é uma parte natural do ciclo de sono. Normalmente, passamos por fases de transição entre a vigília e o sono, depois pelo sono leve, o sono com sonhos e finalmente o sono profundo. Cada um desses ciclos dura aproximadamente uma hora e meia, e tanto adultos como crianças completam, em média, cerca de cinco deles por noite. Geralmente, não nos chegamos a lembrar que acordámos porque simplesmente mudámos de posição, reajustámo-nos na almofada e voltámos a dormir.

Será que é normal um bebé ter muita dificuldade em adormecer à noite?
Sim, é muito variável de bebé para bebé mas pode acontecer, sobretudo até serem criadas e estabelecidas rotinas de sono.

Algumas dicas sobre rotinas de sono a estabelecer...
Distinga a hora de comer matinal da noturna: Deixe a brincadeira e a conversa para durante o dia, já que as mamadas da noite devem ser tranquilas. Ajude o corpo do seu bebé a entender a diferença entre dia e noite e entre hora de brincar e de dormir.

Deixe o bebé adormecer sozinho: Lembre-se de que isso não funciona com recém-nascidos, mas com crianças a partir dos dois meses de idade. Coloque o bebé no berço quando ele estiver sonolento, mas ainda acordado.

Estabeleça um ritual para o sono da noite: Não precisa de ser nada complicado. Basta dar um banhinho, trocar a fralda, colocar o pijama, ler uma história ou cantar uma música. Vale a pena terminar no próprio quarto do bebé, para ele aprender que aquele é um lugar “bom” para ficar/estar.

Ofereça um objeto de conforto: São as famosas fraldas ou bonecos de peluche. Uma ótima forma de transformar uma fralda ou um boneco num companheiro favorito é deixando-o próximo a si para que absorva o seu cheiro. Os bebés têm um bom olfato, e quando se assustam sozinhos à noite muitas vezes conseguem acalmar-se ao sentir o cheiro da mãe.

Deixe o bebé chorar um bocadinho: Isto só se aplica a crianças com mais de quatro ou cinco meses. Se o seu filho começar a chorar depois de o colocar no berço, vá até lá, faça um miminho, assegure-lhe que está tudo bem mas que chegou a hora de dormir. Seja gentil, mas firme. Saia do quarto e espere dois a cinco minutos para regressar. Verifique que está tudo bem e saia novamente. Repita o processo até o bebé adormecer, aumentando progressivamente o intervalo. Este é um método polémico e que não agrada a todos mas é uma questão de experimentar.

Partilhe a responsabilidade de confortar o bebé: À medida que o bebé cresce pode ser confortado também pelo pai. Isto ajuda-o a aceitar que não há mais leite materno a caminho, muito útil em bebés com o “vício” da mama!

Vá gerindo o horário das sonecas do bebé: Gerir o horário das sonecas do bebé é essencial. Reserve o começo da manhã e da tarde para as sonecas e, à medida que seu bebé crescer, deixe-as para logo depois do almoço, de modo a haver um intervalo grande até à hora de dormir à noite.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Diversificação Alimentar - APÓS OS 12 MESES

A partir dos 12 meses de idade não há “restrições alimentares” (a não ser que sejam indicadas pelo profissional de saúde que acompanha o bebé). Assim, só o gosto e os hábitos do bebé condicionarão a sua alimentação. Alguns estudos indicam que deve continuar com leite adaptado: leite de transição 3 (mais rico em ferro) até aos 3 anos de vida; no entanto, o leite de vaca ultrapasteurizado (gordo até aos 24 meses; meio-gordo daí em diante) ou o leite de soja também podem ser introduzidos. Outros alimentos, antes restringidos, podem ser iniciados, lenta e gradualmente, como por exemplo os citrinos, o morango, o kiwi, a clara de ovo e a carne de porco. No caso do abacaxi/ananás, dos frutos vermelhos pequenos (cereja/amora/framboesa) e dos frutos secos pequenos (amendoim/noz/caju) a sua introdução só deve ser feita a partir dos 24 meses. No caso da fava a sua introdução é facultativa e só deve ser feita a partir dos 36 meses. Em relação às miudezas da carne, estas devem ser introduzidas apenas se fizerem parte dos hábitos alimentares da família e quanto mais tarde melhor. Em relação aos moluscos, bivalves e mariscos passa-se algo semelhante às miudezas, dada a elevada probabilidade de alergias.

Gradualmente, habitue o seu bebé a ingerir a alimentação familiar e aproveite para reduzir no sal e açúcar a que a família está habituada. E lembre-se sempre que o bebé não está habituado a estes novos sabores e consistências. Tenha paciência durante todo o processo. Ele poderá recusar um alimento quando este lhe é oferecido pela 1ª vez e ingeri-lo com satisfação à 2ª ou 3ª! Encare com entusiasmo esta nova fase de desenvolvimento do seu filho, e estimule a sua entrada no "mundo da alimentação" de uma forma saudável!

Diversificação Alimentar 9-12 MESES

Gema de ovo:
A partir dos 9 meses, podemos  introduzir a gema de ovo, começando por introduzi-la na sopa, em substituição da carne. Começamos com ¼ de gema cozida na primeira semana. Na semana seguinte aumentamos para ½ gema. Na semana seguinte damos ¾ de gema de modo que, ao fim de 4 semanas o bebé estará a fazer pela primeira vez a gema completa. Atenção: até aos 12 meses não dar mais de 1 gema/semana e não iniciar de modo algum a clara, de forma a prevenir alergias potencialmente graves.




Sopa:
A partir dos 9 meses, o espinafre, o tomate, o nabo e a ouve já podem ser dados na sopa. A partir dos 11 meses dão-se as leguminosas (feijão, grão, ervilhas e lentilhas) gradualmente e em pequenas quantidades, podendo ser adicionadas à sopa ou dadas separadamente.





Nota:
Em caso de alergia ao peixe ou à gema do ovo, voltar a tentar a sua introdução só a partir dos 12 meses e em quantidades pequenas! É importante realçar que nesta fase se deve encorajar a criança a provar os novos alimentos, mas não a forçar, pois é normal a recusa de alguns alimentos. Devem experimentar-se diferentes combinações, texturas e métodos culinários. A título de exemplo: 1) em vez de dar ao bebé a sopa com peixe, dar o peixe, a batata e a cenoura em pequenos pedaços ou esmagadas com um garfo; 2) dê ao bebé palitos de cenoura para ir chupando ou roendo; 3) deixe-o mexer com as mãos na comida… Não se esqueça que experimentar passa também por cheirar, tocar, brincar… E quanto mais divertida for esta fase, para si e para o seu filho, melhor! Deve-se também iniciar o treino de beber pelo copo e de dar a colher para a mão: inicialmente não os vai utilizar mas com o tempo vai-se apercebendo da sua utilidade.

Diversificação Alimentar 6-9 MESES


Fruta Natural:
A partir dos 6 meses, a sobremesa de fruta já poderá incluir: pêssego, alperce, ameixa, melão, meloa, melancia e manga. A regra dos 3 a 5 dias deve continuar a ser respeitada, pode ser dada crua, triturada, cozida ou assada, e continua a ser proibido juntar açúcar ou outros adoçantes.







Papas com Glúten (“Rabo no chão, pão na Mão”):
A partir dos 6 meses pode iniciar as papas com glúten (trigo, centeio, aveia e cevada). Uma vez tendo experimentado, pode oferecer ao bebé pão ou bolachas (maria ou específicas para a idade), sempre com o cuidado de vigiar engasgamentos!





Iogurte:

A partir dos 6-7 meses podemos também introduzir o iogurte.O iogurte natural (sem adição de açúcar ou natas) será a melhor opção, já que os “iogurtes para bebés” têm, muitas vezes, grandes quantidades de açúcar e não trazem nenhum benefício. Deve ser dado ao lanche, como alternativa à papa, sendo que se podem fazer algumas combinações interessantes: (iogurte + peça de fruta) OU (iogurte + 2 bolachas trituradas).


Peixe:
A partir dos 7-8 meses, caso não haja história de alergia familiar, podemos introduzir o peixe. Introduz-se também na sopa do bebé, que nesta altura já deverá ser mais granulosa (menos passada e menos líquida), para o bebé se ir habituando a texturas diferentes. As melhores opções serão a pescada, o linguado, a solha e a faneca, sempre peixe de boa qualidade (fresco – se tivermos a certeza que o peixe é mesmo fresco – ou, em alternativa, melhor e mais seguro, ultracongelado). A introdução do peixe deve fazer-se de forma gradual, seguindo o exemplo da carne quer em termos de quantidades quer termos de preparação/utilização.

Nota: Por esta altura o bebé deverá estar a fazer 1) almoço - sopa de legumes com carne + fruta; 2) lanche - papa com glúten OU 1 peça de fruta + 2 bolachas trituradas com ou sem iogurte; 3) jantar - sopa de legumes sem carne (simples ou com peixe) + fruta. As restantes refeições deverão ser de leite.